O ECLIPSE LUNAR E AS PREVISÕES PARA O BRASIL

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O ECLIPSE LUNAR E AS PREVISÕES PARA O BRASIL

1. Introdução:

Uma grande sombra vai engolir a Lua no dia 27 de Julho de 2018. A Lua Cheia implodirá, e um longo eclipse lunar será visível no céu de todo o Brasil. Sol e Lua se opõem no eixo nodal de forma exata às 17:20, o Sol com a Cabeça do Dragão (Nodo Norte) e a Lua com a Cauda do Dragão (Nodo Sul). Para algumas culturas orientais, os eclipses aconteciam quando um enorme dragão devorava um dos luminares a mando dos deuses, anunciando tormentas à natureza e à vida coletiva. Astrologicamente, eclipses simbolizam fenômenos de ordem política, social e ambiental, raramente afetando indivíduos que não tenham algum status na sociedade, como reis, presidentes e afins. Eclipses não servem para “refletir sobre o passado” mais do que qualquer outro dia do ano, ele representa algo bem mais amplo e impactante que se estende por meses e às vezes anos. O último eclipse importante para o Brasil ocorreu no dia 30 de Janeiro de 2018, anunciando, segundo o texto que escrevi na época, “a prisão ou exílio de nomes envolvidos na política, inundações, reviravoltas, destruição de coisas antigas, má sorte ou morte de pessoas de grande poder ou fama e (…) boas intenções da população que se convertem em desgraça para ela mesma”. Como vimos, tivemos a prisão de Lula, o incêndio num antigo prédio ocupado em São Paulo, que afetou a vida de mais de uma centena de pessoas, a atentado à vida da vereadora Marielle Franco, a greve dos caminhoneiros, que se refere às reviravoltas, mas também na ação bem intencionada que gerou prejuízos a população (o Governo compensou os impostos do Diesel em outras tributações).

2. Todo eclipse importa?

Não! Segundo Deborah Houlding, os eclipses “afetam aquelas nações e cidades que têm uma familiaridade tradicional com o signo do eclipse – especialmente aqueles cujo mapa fundador tem o eclipse no Ascendente, MC, Sol ou Lua.” Acrescento também que o eclipse precisa ser visível no local a ser investigado (o que não aconteceu, por exemplo, com o último eclipse parcial do Sol ocorrido em Julho de 2018). Logicamente, eclipses totais são bem mais significativos que os parciais. Então nem todo eclipse é preocupante.

Há uma polêmica sobre o signo Ascendente do mapa do Brasil ser Aquário ou Peixes. Por um bom tempo considerei Aquário, depois vi alguns astrólogos argumentarem bem a favor de Peixes e fiquei em dúvida, mas percebo, na minha curta experiência analisando eventos mundanos, que Aquário é mais plausível, o que torna este eclipse importante para o Brasil.

3. Delineação:

O mapa foi calculado para São Paulo, cidade onde o Brasil tornou-se independente de Portugal

Desta vez, o eclipse ocorre quando o signo de Aquário estiver se elevando no horizonte leste, colocando a Lua e Marte na primeira casa do evento e o Sol, consequente, na sétima. Por ser o planeta que possui mais dignidades ao grau da Lua e forma aspecto por signo com ele, Mercúrio domina o eclipse junto com Saturno, o regente domiciliar de Aquário, que se encontra digno em Capricórnio, em seita e júbilo na casa 12. Mercúrio acabou de entrar em seu movimento retrógrado e se encaminha para quadrar Júpiter, o planeta dos juízes, sacerdotes e professores na décima casa. A simples presença de Marte a menos de um grau de distância da Lua já é indicativo de intensidade para este eclipse, que se sobrepõe a casa 8 do mapa do Ingresso Solar do Brasil. A Vênus, por sua vez, está em queda.

4. Conclusões:

O eclipse se aproxima da estrela fixa Bos da Constelação de Capricórnio, associada a grandes tempestades especialmente com Júpiter, que rege as chuvas, no ponto mais alto do mapa, e seu dispositor, Marte, conjunto a Lua. A infraestrutura e as plantações poderão ser bastante prejudicadas com a Vênus, regente da casa 4, em queda na 8. Bos também é uma estrela de inventividade e inteligência, podendo apontar para o avanço de novas tecnologias (políticas e/ou de engenharia) de impacto massivo, mas que correm o risco de afetarem negativamente a população visto que o Ascendente do mapa do eclipse cai na oitava casa do mapa do Ingresso Solar. Ao contrário do eclipse de Janeiro de 2018, a Lua (povo), desta vez, não está sob o poder do Sol (presidente), e o Sol não está exilado; pelo contrário, a Lua em Aquário conjunta a Marte, o Guerreiro, ataca diretamente o Sol e aponta para revoltas e grandes agitações sociais que vão incomodar o Governo. Não será fácil, contudo, já que um dos regentes do eclipse, Mercúrio, está a favor do Rei. Ações autoritárias poderão ser tomadas e alguns conflitos diretos ocorrerão. O Poder Judiciário é representado por Júpiter e pela Vênus, regente da casa 9. Como ela se encontra debilitada na 8, prevê-se problemas para quem veste toga, mas Júpiter está forte na carta e ataca a Lua por quadratura. As disputas pelo Poder Executivo serão muito acirradas, visto que o significador acidental da Presidência (Marte, regente da casa 10) está sob o poder do povo e se opõe ao significador essencial, o Sol. O povo mostrará resistência, mas deve cuidar para não ser subjugado porque o Ascendente do Ingresso Solar cai na sexta casa do mapa do eclipse.

Saturno em júbilo na 12 mantém o assunto das prisões em pauta, mas parece dar importância também o assunto das doenças e hospitais. A Lua, neste mapa, rege a casa 6 (enfermidades) e está no Ascendente sob o poder de Saturno na 12, mostrando reivindicações para a área da saúde coletiva, que vem sofrendo perda nos últimos anos. Há chances de vitórias e ganhos no geral, mas todo o processo é tenso e exige muita luta. O mapa é cheio de quadraturas e oposições, mostrando que as coisas chegaram ao limite. Curiosamente, as finanças do país, representadas por Júpiter no mapa do eclipse e pelo Sol no mapa do Ingresso, estão promissoras e apontam para transações positivas, mas como Sol e Júpiter desafiam a Lua, os benefícios não serão sentidos pelo povo. Marte também representa crimes e seu dispositor, Saturno, em júbilo na 12 aponta para revoltas em presídios e força das organizações criminosas.

Aquário, vale lembrar, é um signo humano, e a racionalidade crítica tende a embasar os próximos eventos. Associado aos dutos que levavam água para a população romana, este Eclipse pode indicar a distribuição generalizada de um recurso.

Guilherme de Carli

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