AS 12 CASAS MUNDANAS

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AS 12 CASAS MUNDANAS

CASA 1

O corpo físico. A saúde. A mente consciente. É na primeira das casas mundanas que se experimenta a vida encarnada, conquistada através da passagem da alma pelo portal do Ascendente. A identidade. A casa 1 é, pela ordem caldaica, construída por Saturno, o único planeta capaz de condensar o espírito até torná-lo matéria, atribuindo resistência ao corpo para que este suporte as leis naturais. Mercúrio rejubila neste setor, onde pode se expressar com toda sua versatilidade e aguçar sua percepção sobre o mundo. Qualquer planeta que se encontrar na primeira casa está fortalecido, especialmente aqueles que estiverem mais próximos da linha do horizonte.

O Ascendente é o portal pelo qual nossa alma adentra na Terra. É o impulso iniciador do indivíduo, seus trejeitos, sua aparência. Não é errado dizer que o Ascendente é a forma como as pessoas nos enxergam num primeiro contato, desde que não se reduza o conceito a isto. O Ascendente não é uma máscara, ele compõe parte da personalidade como qualquer outro ponto do mapa. É o temperamento. Também a força vital.

Força: Alta
Tipo: Angular
Regente caldaico: Saturno
Júbilo: Mercúrio

CASA 2

A substância. As posses do nativo. As finanças. A segunda casa mundana é erigida por Júpiter, planeta significador de prosperidade. Ainda que não forme ângulo importante com o Ascendente, trata-se de uma casa capaz de gerar benefícios por ser responsável pela sustentação do corpo, mas no geral é desafortunada para os planetas que nela se encontrarem. Na casa 2, encontram-se os pertencentes, as roupas, as aquisições, com exceção dos bens imóveis. Conhecida tradicionalmente como “Portão do Inferno” ou “Portão de Hades”, essa casa abre caminho para o submundo. Na mitologia grega, Hades era referido ora como deus ora como lugar, e era nele que se encontravam as riquezas materiais cobiçadas pelo ser humano. A segunda casa também fala, segundo alguns autores, dos valores do nativo e sua autoestima.

Força: Média
Tipo: Sucedente
Regente caldaico: Júpiter
Júbilo: nenhum

CASA 3

O aprendizado. As pequenas viagens. A comunicação. É na terceira casa mundana que se inicia a atividade social, colocando o nativo em relação às pessoas que fazem parte do seu dia a dia. Irmãos. Parentes próximos. Vizinhos. A casa 3 é dinâmica, por isso nela as coisas tendem a acontecer com mais velocidade. Apesar de fraca, forma um aspecto de sêxtil com o Ascendente, tornando-a relativamente benéfica. Sendo este setor atribuído a Marte, planeta que, além de ser significador essencial de irmãos, é também o responsável por dar força à palavra, a casa 3 carrega os primeiros conflitos humanos.

A Lua, a mais veloz dos astros, rejubila na terceira casa, conhecida como “Lugar da Divindade da Lua”. Por isso, ela também representa a mediunidade, as religiões não ortodoxas, a bruxaria boa e o Sagrado Feminino. Unindo o júbilo da Lua com a propriedade de Marte, encontramos nesta casa os instintos de sobrevivência.

Força: Fraca
Tipo: Cadente
Regente caldaico: Marte
Júbilo: Lua

CASA 4

Os bens imóveis do nativo. O lar. O submundo. A quarta casa mundana é, pela ordem caldaica, edificada pelo Sol, referindo-se especificamente ao pai e à família de uma forma geral. É também na casa 4 que se encontram as origens étnicas do nativo, sua nação e seu povo. Em síntese, ela revela os bens e os males da situação doméstica vivida por cada um ao longo do tempo, bem como as possibilidade de aquisição ou perda imobiliária e o papel do pai na vida do nativo. Como a meia noite do mapa natal, a quarta casa representa tanto o submundo quanto o fim das coisas. Trata-se do ponto mais inferior, responsável pela sustentação de todo o resto. Os últimos anos de vida do nativo são analisados através deste setor.

Força: Alta
Tipo: Angular
Regente caldaico: Sol
Júbilo: nenhum

CASA 5

O sexo. Os prazeres. Os jogos. A quinta casa mundana é a primeira a formar um trígono com o Ascendente. Através do mais forte dos aspectos harmônicos, é neste setor que se encontram não apenas as muitas alegrias da vida, como também a própria capacidade de gerá-la. A casa 5 representa os filhos, as crianças e a fertilidade. É nela que mora a sexualidade humana, o impulso para a vida. Conhecida como “Boa Fortuna” (“Good Fortune”), esta parte foi edificada pela Vênus, o único planeta que rejubila em sua própria residência. Por derivação, na quinta casa também está o dinheiro e as posses do pai.

Força: Média
Tipo: Sucedente
Regente caldaico: Vênus
Júbilo: Vênus

CASA 6

As doenças. Os acidentes. A servidão. A sexta casa mundana é a primeira das casas realmente maléficas, lugar da perda da vitalidade. Por não formar aspecto com o Ascendente, qualquer planeta que estiver colocado nesta casa está enfraquecido, com exceção de Marte, que nela tem seu júbilo. Se no Ascendente se encontra nossa saúde, na sexta casa estão nossas doenças. Não apenas elas, mas também todo trabalho cansativo que nos leva ao esgotamento e a nenhum reconhecimento, por isso é uma casa de escravidão. No mesmo sentido, nesta casa estão aqueles que, através das hierarquias socialmente construídas, são nossos subalternos. Erigida por Mercúrio, a casa 6 fala da medicina e afins. Animais domésticos de pequeno porte também são assuntos da sexta casa.

Força: Fraca
Tipo: Cadente
Regente Caldaico: Mercúrio
Júbilo: Marte

CASA 7

O outro. O relacionamento. A parceria. A sétima casa mundana é a responsável por nos colocar em relação direta com o mundo. Por formar uma oposição com o Ascendente, é uma casa desafiadora na medida em que nos convida a conciliar nossos propósitos com os propósitos das outras pessoas. Ora, a sétima casa representa o namoro, o casamento, e sabemos que o compromisso nem sempre é um mar de rosas. Ao formar dois sêxtis, aspectos harmoniosos, com as casas 5 (sexo, diversão, filhos) e 9 (espiritualidade), descobrimos o que é necessário para levar uma união ao sucesso. Por outro lado, as quadraturas com as casas 4 (família) e 10 (profissão), indicam justamente os desafios que o casal precisam ajustar na vida a dois. Este lugar, no mapa natal, também representa as parcerias profissionais, os clientes e os inimigos declarados.

Força: Alta
Tipo: Angular
Regente caldaico: Lua
Júbilo: Nenhum

CASA 8

Morte. Perdas. Angústia. A oitava casa mundana é o lugar da destruição da matéria. Erigida por Saturno e sem formar aspecto com o Ascendente, a casa 8 é desafortunada e maléfica à vida. Nela estão as crises e a instabilidade do mundo, a violência, os furtos e os gastos. Por derivação, é também uma casa de recursos alheios, heranças, dinheiro do cônjuge, instituições de crédito e bancárias. A Lua Crescente em mapas noturnos é a única capaz de jubilar nesta casa.

Força: Média
Tipo: Sucedente
Regente Caldaico: Saturno
Júbilo: Lua Crescente em mapas noturnos

CASA 9

Espiritualidade. Religião. A nona casa mundana foi edificada por Júpiter, o Grande Benéfico, não por se associar ao signo de Sagitário, mas pela repetição da sequência da ordem caldaica. Dessa forma, nela também se encontram as ideologias, os estudos superiores e as leis. A nona casa enfraquece os planetas na atuação da vida terrena porque reconecta o ser humano com as esferas celestes, sendo benéfica por formar um trígono com o Ascendente. É chamada de “Templo de Deus” ou “Lugar da Divindade do Sol”. Nela, o astro-Rei tem seu júbilo, sendo uma casa oposta complementar à terceira, onde a Lua rejubila. Assim, na nona casa estão os sonhos noturnos e o contato do espírito com as hierarquias superiores. Compõem os assuntos desta casa as longas viagens, os estrangeiros e as diversas culturas.

Força: Fraca
Tipo: Cadente
Regente Caldaico: Júpiter
Júbilo: Sol

CASA 10

Sucesso. Carreira. Profissão. A décima casa mundana é o ápice de um mapa natal. Nela, os planetas estão projetados no mundo, delineando o reconhecimento do nativo frente à sociedade. É uma casa de poder, autoridade e governo. A décima casa é, pela ordem caldaica, edificada por Marte: afinal, para estar em evidência, é preciso coragem. Liderança. Honra. Vitória. A casa 10 é o topo de tudo, lugar de maior brilho e destaque, é a casa da mãe, aquela que nos projeta para a luz. Por derivação, é a sétima casa (casamento, união) a partir da casa do pai.

Força: Alta
Tipo: Angular
Regente Caldaico: Marte
Júbilo: nenhum

CASA 11

Amizades. Grupos. Tendências. Edificada pelo Sol, a décima primeira casa mundana é conhecida como “Bom Espírito”. Forma um sêxtil com o Ascendente, transformando-a em um lugar muito benéfico no mapa astral. Júpiter rejubila na casa 11, sendo esta também uma indicadora de prosperidade material e frutos do trabalho. A décima primeira casa é a sorte, as providências do Céu. Representa os ganhos em loterias e cassinos. Fala também sobre eventos, organizações e vida social.

Força: Média
Tipo: Sucedente
Regente Caldaico: Sol
Júbilo: Júpiter

CASA 12

O isolamento. O exílio. O inconsciente. As coisas e os inimigos ocultos. A décima segunda casa finaliza a sequência de elementos pertencentes à vida humana na Terra. Edificada por Vênus, faz-nos pensar acerca das relações entre sexo e as manifestações do inconsciente. Se temos “Eros” na quinta casa, o impulso para vida e o júbilo de Vênus, temos “Tânatos” na décima segunda, o impulso para a morte e o júbilo de Saturno. Saturno e Vênus dão as mãos e tornam a última das casas mundanas um lugar de vícios (prazeres autodestrutivos), bruxaria má (união do poder feminino venusiano com os malefícios saturninos) e frustração. Nela também se encontram a tristeza, a depressão e a loucura. Aqui, a chave de superação dos problemas é o desenvolvimento da autocontemplação não narcisista, já que temos Vênus como significadora de amor e Saturno como aquele que se opõe ao ego. Por derivação, a casa 12 também se refere aos animais de grande porte.

Força: Fraca
Tipo: Cadente
Regente Caldaico: Vênus
Júbilo: Saturno

Guilherme de Carli